sexta-feira, 2 de maio de 2008

Facas e mais facas. Apenas um objeto cortante.

Uma faca é basicamente... Uma faca. Metal e plástico ou só metal. Normalmente aço inoxidável. Metal que corta, serra, picota, parte, fatia e pode ferir.
Com uma faca podemos cortar um pão, e posteriormente, passar manteiga. Podemos espetar o queijo e levá-lo a boca. Queijo que você contou com a mesma e transformou em cubos. Petisco. Belisco. Queijo, mas não só. Podemos cortar também salame, presunto, frutas, azeitonas e várias outras delícias de tirar gosto.
Um objeto de cozinha, não peculiar. Exceto os que ocupam a primeira gaveta do armário da minha casa. Claro! Quem nunca viu facas de cabos verde limão? Ver todos viram, mas nem todos têm a audácia - vulgo insanidade mental - de comprá-los.
Descascar maçã com objetos que parecem ter luz própria pode parecer interessante.… Mas não é! Nem cortar alho, cebola, cenouras, laranja, limão, morango, ameixas, batatas e nem mesmo chuchu. Aliás, qualquer coisa que pareça ter luz própria e não tem não é interessante. Principalmente, se for uma faca.
Facas são perigosas, principalmente as de cozinha, exatamente pelo fato de aparentarem não apresentar o menor perigo. Afinal, que nunca cortou os dedos cortando salsinha? E se cortou só porque achava que a faca não iria pegar o dedo, porque não estava perto o suficiente e porque era de COZINHA. (Não só salsinha, vamos incluir todos os temperos possíveis… Enfim, quem nunca se cortou?!)
Uma faca tem uma ponta (Ou quem sabe duas). Nem todas, mas a minha tem! Ou seja, faca tem ponta. E é espetável. E penetrável.
Cada textura traz uma sensação e uma faca pode penetrar em todas.
Uma faca pode penetrar ma cremosidade da margarina. Na crocância da casca de um pão francês fresquinho. Ou na maceis de um pudim de leite.
Faca é, combinemos, um utensílio poderoso. Pode se encaixar em vários contextos (e em vários textos). Podemos pensar em mil e uma utilidades para ela. Mas pensemos em algo poético. Assassínios. Carnificina. Carnívora. Antropófaga. A faca sempre esteve presente. Matando, dilacerando e perfurando a carne alheia. Corações, músculos, mucosas e ossos. Como ela sempre tivemos o poder de matar tanto humanos, quanto animais.
Na realidade, a faca é a prova viva e material da crueldade somada a inteligência útil dos seres humanos. Com ela podemos cortar alimentos e fazê-la útil, mas também podemos matar alguém. Eu vos pergunto: E não seria útil matar “alguéns”? (E não é necessário discordar de mim só para que sua consciência fique limpa, porque o seu subconsciente já concordou e agora ela já está suja!).
Vamos agora esquecer um pouco a utilidade poética das facas e nos voltemos a utilidade prática. Estando com a faca e o queijo na mão (e queijo é tão bom que é a segunda vez que eu falo dele), eu tenho tudo o que preciso, para fazer um sanduíche. Tirar o pão de forma do forno e cortar com a faca. Fatiar o queijo com a faca. Cortar alface com a faca. Fazer tudo com a faca.
Só não brinque com faca. Nem com faca nem com fogo. Nem com faca esquentada no fogo. Esse objeto é um ótimo condutor de energia, (posto que é feito de metal, que possui essa propriedade) obviamente, entrando em contato com o fogo ela fica quente, pelando e com isso pode despelar sua pele. Imagine sua carne sendo queimada por uma faca quente e depois sendo ferida. Não parece muito interessante, nem muito agradável. A não ser que seja masoquista. Nada contra, nem a favor, pois as marcas na sua pele não serão bonitas e falo por experiência própria.
Em resumo, faca é faca. Afiada ou não, sua qualidade útil é violar. Tudo ou qualquer coisa o que interessa é violar.

Betina, a atiradora de facas.