Me surgiu agora um pensamento absurdamente medonho no momento e gostaria de compartilhá-lo.
Um dia desses estava, eu, tomando um chá com meu velho amigo Nicolau Maquiavel e animados conversávamos sobre verdades mundanas e absolutismo. Foi aí que ele me disse que "Os fins justificam os meios" (Ok, tenho que confessar que eu não estava tomando um chá com ele, porque, digamos assim, ele morreu há séculos).
No primeiro momento achei que ele não tinha razão e que era loucura, mas depois achei melhor parar para pensar sozinha e tirar minhas próprias conclusões sem julgar o livro pela capa.
O mundo não é fácil para os bons e o mal é sempre forte e sedutor. O mal seria um homem bonito e másculo e o bem um homem magrelo e doente.
O bem é fraco e tudo que é bom também. O mal é forte e tudo que é ruim também.
É certo que a justiça atua, mas só depois que o mal destrói. E o bem? O bem é mal! Então, como dizem, Inês é morta! Não adianta mais. Pessoas já sofreram, coisas ruins já aconteceram. E de que adianta a velha história de que o bem sempre vence? O bem vence. Grande coisa. O mal faz sofrer. O que o mal quer? Vencer? Não! Ele quer maltratar. Quer sangue. Quer lágrimas. Que cadáveres. Quer suicídios. Homicídio. Martírio. Dor. Tortura. Solidão. Sofrimento. Sofrimentos... Sem fim...
E o bem? O que quer? Florzinha cor-de-rosa no cabelo e amor? Ora, faça-me um favor!
O bem não luta? O bem espera a justiça? O bem é o quê? Um cego, surdo-mudo, paralítico e retardado mental? Não! Parem...! O bem tem que lutar, tem que querer. Tem que ser mal para o mal. Um bom mal. Tem que tramar e criar planos. Não adianta sentar e esperar "a sopa mastigada". Por mais duro que seja, o importante é o resultado. E se for bom para todos (exceto o mal) é obra do bem. Fato!
Obviamente, não é certo separar o mundo em bons e mal. Por isso acredito que o mundo é dividido em cinco tipos de pessoa:
-Bons
- Bons Maus
-Justiça
- Maus Bons (não falamos desse, mas são as pessoas aparentemente boas, porém demoníacas)
- Maus
Contudo, os da ponta são ruins por natureza. Não adianta só querer o que é bom. Tem que fazer o que é bom procurar o bem e pisar as coisas ruins.
Sim, na medida do possível: "Os fins justificam os meios"
Betina, a maquiavélica.