quinta-feira, 24 de julho de 2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Uma burguesa.
Despertador. Escova de dentes. Pasta de dente. Torneira. Toalha de rosto. Chuveiro. Sabonete. Xampu. Toalha. Escova de cabelo. Secador. Creme hidratante. Perfume. Calcinha. Sutiã. Vestido. Meia. Sapatos. Chá. Leite. Torrada. Cream cheese. Jornal. Smart phone. Casaco. Carro. Papeis. Caneta. Cafezinho. Mesas do Chefe. Planilhas. Agenda. Restaurante. Mesa 7. Suco de Laranja. Filé Mignon. Molho Parmesão. Arroz à piamontese. Cigarro. Chiclete de menta. Papelada. Carimbo. Gráficos. Listas. Água de coco enlatada. Computador. Carro. Casa. Flores. Cartão. Mesa. Fettuccine. Salmão defumado. Cigarro. Creme dental. Escova de dente. Banheira. Sais de banho. Óleos essenciais. Toalha. Camisola. Lençóis. Travesseiros. Cama.
Amor, tudo custa muito caro.
Amor, tudo custa muito caro.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Duas mulheres e um banheiro.
- E então, o que foi que ele falou?! - eu disse a ela enquanto entrava no box.
- Ele disse que me amava, oras! - ela me respondeu já dentro dele.
- E você acreditou nele?! - perguntei com indignação.
- Acreditei, obvio... - ela me respondeu calmamente.
- E aí?! - falei curiosa.
- E aí, eu fui pra cama com ele. - me respondeu ainda calma.
- Como assim?!
- Oras, eu fui para cama com ele. E nós fizemos amor. - ela me respondeu com voz tranquila.
- Amor?! Até eu que não o conheço sei que ele nunca te amou - disse saindo do box.
- Eu sei que ele nunca me amou. - ela riu e me respondeu tranquilamente ainda lá de dentro.
- Mas você mesma disse que acreditou nele. - falei tentando entender.
- Sim, na hora eu acreditei. Mas depois eu descobri que ele era casado.
- Casado?! E com quem? - perguntei revoltada.
- Com uma mulher bem bonita. Ela é escritora. - disse com frieza, e tal frieza parecia me irar ainda mais com tudo aquilo. Ela sai do box.
- E agora? O que você vai fazer? - perguntei.
- Vou matá-lo... - disse baixo, mas com convicção.
- Perdão?! - falei como se não tivesse escutado.
- Vou matá-lo. - ela repondeu pausadamente como se falesse com uma surda.
- Quando?! - perguntei curiosa, porém sem poder acreditar naquilo.
- Hoje. - ela me respondeu, e no seu olhar e espressões mostravam que isso seria fácil.
- De que jeito?! - perguntei estupefata.
- A mulher dele vai me ajudar a invenená-lo.
- Você a conhece?!
- Sim, e você também...
- Eu?! - falei assombrada.
- Sim. Toma, isso é para você.
- O que é isso?!
- Arsênico.

Betina, a mullher do banheiro.
- Ele disse que me amava, oras! - ela me respondeu já dentro dele.
- E você acreditou nele?! - perguntei com indignação.
- Acreditei, obvio... - ela me respondeu calmamente.
- E aí?! - falei curiosa.
- E aí, eu fui pra cama com ele. - me respondeu ainda calma.
- Como assim?!
- Oras, eu fui para cama com ele. E nós fizemos amor. - ela me respondeu com voz tranquila.
- Amor?! Até eu que não o conheço sei que ele nunca te amou - disse saindo do box.
- Eu sei que ele nunca me amou. - ela riu e me respondeu tranquilamente ainda lá de dentro.
- Mas você mesma disse que acreditou nele. - falei tentando entender.
- Sim, na hora eu acreditei. Mas depois eu descobri que ele era casado.
- Casado?! E com quem? - perguntei revoltada.
- Com uma mulher bem bonita. Ela é escritora. - disse com frieza, e tal frieza parecia me irar ainda mais com tudo aquilo. Ela sai do box.
- E agora? O que você vai fazer? - perguntei.
- Vou matá-lo... - disse baixo, mas com convicção.
- Perdão?! - falei como se não tivesse escutado.
- Vou matá-lo. - ela repondeu pausadamente como se falesse com uma surda.
- Quando?! - perguntei curiosa, porém sem poder acreditar naquilo.
- Hoje. - ela me respondeu, e no seu olhar e espressões mostravam que isso seria fácil.
- De que jeito?! - perguntei estupefata.
- A mulher dele vai me ajudar a invenená-lo.
- Você a conhece?!
- Sim, e você também...
- Eu?! - falei assombrada.
- Sim. Toma, isso é para você.
- O que é isso?!
- Arsênico.

Betina, a mullher do banheiro.
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