quinta-feira, 24 de julho de 2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Uma burguesa.
Despertador. Escova de dentes. Pasta de dente. Torneira. Toalha de rosto. Chuveiro. Sabonete. Xampu. Toalha. Escova de cabelo. Secador. Creme hidratante. Perfume. Calcinha. Sutiã. Vestido. Meia. Sapatos. Chá. Leite. Torrada. Cream cheese. Jornal. Smart phone. Casaco. Carro. Papeis. Caneta. Cafezinho. Mesas do Chefe. Planilhas. Agenda. Restaurante. Mesa 7. Suco de Laranja. Filé Mignon. Molho Parmesão. Arroz à piamontese. Cigarro. Chiclete de menta. Papelada. Carimbo. Gráficos. Listas. Água de coco enlatada. Computador. Carro. Casa. Flores. Cartão. Mesa. Fettuccine. Salmão defumado. Cigarro. Creme dental. Escova de dente. Banheira. Sais de banho. Óleos essenciais. Toalha. Camisola. Lençóis. Travesseiros. Cama.
Amor, tudo custa muito caro.
Amor, tudo custa muito caro.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Duas mulheres e um banheiro.
- E então, o que foi que ele falou?! - eu disse a ela enquanto entrava no box.
- Ele disse que me amava, oras! - ela me respondeu já dentro dele.
- E você acreditou nele?! - perguntei com indignação.
- Acreditei, obvio... - ela me respondeu calmamente.
- E aí?! - falei curiosa.
- E aí, eu fui pra cama com ele. - me respondeu ainda calma.
- Como assim?!
- Oras, eu fui para cama com ele. E nós fizemos amor. - ela me respondeu com voz tranquila.
- Amor?! Até eu que não o conheço sei que ele nunca te amou - disse saindo do box.
- Eu sei que ele nunca me amou. - ela riu e me respondeu tranquilamente ainda lá de dentro.
- Mas você mesma disse que acreditou nele. - falei tentando entender.
- Sim, na hora eu acreditei. Mas depois eu descobri que ele era casado.
- Casado?! E com quem? - perguntei revoltada.
- Com uma mulher bem bonita. Ela é escritora. - disse com frieza, e tal frieza parecia me irar ainda mais com tudo aquilo. Ela sai do box.
- E agora? O que você vai fazer? - perguntei.
- Vou matá-lo... - disse baixo, mas com convicção.
- Perdão?! - falei como se não tivesse escutado.
- Vou matá-lo. - ela repondeu pausadamente como se falesse com uma surda.
- Quando?! - perguntei curiosa, porém sem poder acreditar naquilo.
- Hoje. - ela me respondeu, e no seu olhar e espressões mostravam que isso seria fácil.
- De que jeito?! - perguntei estupefata.
- A mulher dele vai me ajudar a invenená-lo.
- Você a conhece?!
- Sim, e você também...
- Eu?! - falei assombrada.
- Sim. Toma, isso é para você.
- O que é isso?!
- Arsênico.

Betina, a mullher do banheiro.
- Ele disse que me amava, oras! - ela me respondeu já dentro dele.
- E você acreditou nele?! - perguntei com indignação.
- Acreditei, obvio... - ela me respondeu calmamente.
- E aí?! - falei curiosa.
- E aí, eu fui pra cama com ele. - me respondeu ainda calma.
- Como assim?!
- Oras, eu fui para cama com ele. E nós fizemos amor. - ela me respondeu com voz tranquila.
- Amor?! Até eu que não o conheço sei que ele nunca te amou - disse saindo do box.
- Eu sei que ele nunca me amou. - ela riu e me respondeu tranquilamente ainda lá de dentro.
- Mas você mesma disse que acreditou nele. - falei tentando entender.
- Sim, na hora eu acreditei. Mas depois eu descobri que ele era casado.
- Casado?! E com quem? - perguntei revoltada.
- Com uma mulher bem bonita. Ela é escritora. - disse com frieza, e tal frieza parecia me irar ainda mais com tudo aquilo. Ela sai do box.
- E agora? O que você vai fazer? - perguntei.
- Vou matá-lo... - disse baixo, mas com convicção.
- Perdão?! - falei como se não tivesse escutado.
- Vou matá-lo. - ela repondeu pausadamente como se falesse com uma surda.
- Quando?! - perguntei curiosa, porém sem poder acreditar naquilo.
- Hoje. - ela me respondeu, e no seu olhar e espressões mostravam que isso seria fácil.
- De que jeito?! - perguntei estupefata.
- A mulher dele vai me ajudar a invenená-lo.
- Você a conhece?!
- Sim, e você também...
- Eu?! - falei assombrada.
- Sim. Toma, isso é para você.
- O que é isso?!
- Arsênico.

Betina, a mullher do banheiro.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Facas e mais facas. Apenas um objeto cortante.
Uma faca é basicamente... Uma faca. Metal e plástico ou só metal. Normalmente aço inoxidável. Metal que corta, serra, picota, parte, fatia e pode ferir.
Com uma faca podemos cortar um pão, e posteriormente, passar manteiga. Podemos espetar o queijo e levá-lo a boca. Queijo que você contou com a mesma e transformou em cubos. Petisco. Belisco. Queijo, mas não só. Podemos cortar também salame, presunto, frutas, azeitonas e várias outras delícias de tirar gosto.
Um objeto de cozinha, não peculiar. Exceto os que ocupam a primeira gaveta do armário da minha casa. Claro! Quem nunca viu facas de cabos verde limão? Ver todos viram, mas nem todos têm a audácia - vulgo insanidade mental - de comprá-los.
Descascar maçã com objetos que parecem ter luz própria pode parecer interessante.… Mas não é! Nem cortar alho, cebola, cenouras, laranja, limão, morango, ameixas, batatas e nem mesmo chuchu. Aliás, qualquer coisa que pareça ter luz própria e não tem não é interessante. Principalmente, se for uma faca.
Facas são perigosas, principalmente as de cozinha, exatamente pelo fato de aparentarem não apresentar o menor perigo. Afinal, que nunca cortou os dedos cortando salsinha? E se cortou só porque achava que a faca não iria pegar o dedo, porque não estava perto o suficiente e porque era de COZINHA. (Não só salsinha, vamos incluir todos os temperos possíveis… Enfim, quem nunca se cortou?!)
Uma faca tem uma ponta (Ou quem sabe duas). Nem todas, mas a minha tem! Ou seja, faca tem ponta. E é espetável. E penetrável.
Cada textura traz uma sensação e uma faca pode penetrar em todas.
Uma faca pode penetrar ma cremosidade da margarina. Na crocância da casca de um pão francês fresquinho. Ou na maceis de um pudim de leite.
Faca é, combinemos, um utensílio poderoso. Pode se encaixar em vários contextos (e em vários textos). Podemos pensar em mil e uma utilidades para ela. Mas pensemos em algo poético. Assassínios. Carnificina. Carnívora. Antropófaga. A faca sempre esteve presente. Matando, dilacerando e perfurando a carne alheia. Corações, músculos, mucosas e ossos. Como ela sempre tivemos o poder de matar tanto humanos, quanto animais.
Na realidade, a faca é a prova viva e material da crueldade somada a inteligência útil dos seres humanos. Com ela podemos cortar alimentos e fazê-la útil, mas também podemos matar alguém. Eu vos pergunto: E não seria útil matar “alguéns”? (E não é necessário discordar de mim só para que sua consciência fique limpa, porque o seu subconsciente já concordou e agora ela já está suja!).
Vamos agora esquecer um pouco a utilidade poética das facas e nos voltemos a utilidade prática. Estando com a faca e o queijo na mão (e queijo é tão bom que é a segunda vez que eu falo dele), eu tenho tudo o que preciso, para fazer um sanduíche. Tirar o pão de forma do forno e cortar com a faca. Fatiar o queijo com a faca. Cortar alface com a faca. Fazer tudo com a faca.
Só não brinque com faca. Nem com faca nem com fogo. Nem com faca esquentada no fogo. Esse objeto é um ótimo condutor de energia, (posto que é feito de metal, que possui essa propriedade) obviamente, entrando em contato com o fogo ela fica quente, pelando e com isso pode despelar sua pele. Imagine sua carne sendo queimada por uma faca quente e depois sendo ferida. Não parece muito interessante, nem muito agradável. A não ser que seja masoquista. Nada contra, nem a favor, pois as marcas na sua pele não serão bonitas e falo por experiência própria.
Em resumo, faca é faca. Afiada ou não, sua qualidade útil é violar. Tudo ou qualquer coisa o que interessa é violar.
Betina, a atiradora de facas.
Com uma faca podemos cortar um pão, e posteriormente, passar manteiga. Podemos espetar o queijo e levá-lo a boca. Queijo que você contou com a mesma e transformou em cubos. Petisco. Belisco. Queijo, mas não só. Podemos cortar também salame, presunto, frutas, azeitonas e várias outras delícias de tirar gosto.
Um objeto de cozinha, não peculiar. Exceto os que ocupam a primeira gaveta do armário da minha casa. Claro! Quem nunca viu facas de cabos verde limão? Ver todos viram, mas nem todos têm a audácia - vulgo insanidade mental - de comprá-los.
Descascar maçã com objetos que parecem ter luz própria pode parecer interessante.… Mas não é! Nem cortar alho, cebola, cenouras, laranja, limão, morango, ameixas, batatas e nem mesmo chuchu. Aliás, qualquer coisa que pareça ter luz própria e não tem não é interessante. Principalmente, se for uma faca.
Facas são perigosas, principalmente as de cozinha, exatamente pelo fato de aparentarem não apresentar o menor perigo. Afinal, que nunca cortou os dedos cortando salsinha? E se cortou só porque achava que a faca não iria pegar o dedo, porque não estava perto o suficiente e porque era de COZINHA. (Não só salsinha, vamos incluir todos os temperos possíveis… Enfim, quem nunca se cortou?!)
Uma faca tem uma ponta (Ou quem sabe duas). Nem todas, mas a minha tem! Ou seja, faca tem ponta. E é espetável. E penetrável.
Cada textura traz uma sensação e uma faca pode penetrar em todas.
Uma faca pode penetrar ma cremosidade da margarina. Na crocância da casca de um pão francês fresquinho. Ou na maceis de um pudim de leite.
Faca é, combinemos, um utensílio poderoso. Pode se encaixar em vários contextos (e em vários textos). Podemos pensar em mil e uma utilidades para ela. Mas pensemos em algo poético. Assassínios. Carnificina. Carnívora. Antropófaga. A faca sempre esteve presente. Matando, dilacerando e perfurando a carne alheia. Corações, músculos, mucosas e ossos. Como ela sempre tivemos o poder de matar tanto humanos, quanto animais.
Na realidade, a faca é a prova viva e material da crueldade somada a inteligência útil dos seres humanos. Com ela podemos cortar alimentos e fazê-la útil, mas também podemos matar alguém. Eu vos pergunto: E não seria útil matar “alguéns”? (E não é necessário discordar de mim só para que sua consciência fique limpa, porque o seu subconsciente já concordou e agora ela já está suja!).
Vamos agora esquecer um pouco a utilidade poética das facas e nos voltemos a utilidade prática. Estando com a faca e o queijo na mão (e queijo é tão bom que é a segunda vez que eu falo dele), eu tenho tudo o que preciso, para fazer um sanduíche. Tirar o pão de forma do forno e cortar com a faca. Fatiar o queijo com a faca. Cortar alface com a faca. Fazer tudo com a faca.
Só não brinque com faca. Nem com faca nem com fogo. Nem com faca esquentada no fogo. Esse objeto é um ótimo condutor de energia, (posto que é feito de metal, que possui essa propriedade) obviamente, entrando em contato com o fogo ela fica quente, pelando e com isso pode despelar sua pele. Imagine sua carne sendo queimada por uma faca quente e depois sendo ferida. Não parece muito interessante, nem muito agradável. A não ser que seja masoquista. Nada contra, nem a favor, pois as marcas na sua pele não serão bonitas e falo por experiência própria.
Em resumo, faca é faca. Afiada ou não, sua qualidade útil é violar. Tudo ou qualquer coisa o que interessa é violar.
Betina, a atiradora de facas.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
O nojo da felicidade
Viste como o dia
está lindo lá fora?
Viste como parece que
tingiram o ceu com o mais puro azul?
Vi por um segundo e
não verei mais hoje
e isso não me torna
mais feliz
Dentro desta sala (cárcere)
as risadas alheias me enojam
(No meu rosto só há preocupaçao e repudia)
O mísero bater de lápis na mesa ao lado
lateja minha cabeça
como se uma pedra a atingisse
E eu, que sou obrigada a ficar aqui
resolvendo problemas que eu não me ensinaram a resolver
e tudo isso porque foi o que eu escolhi
Betina, a enojada
está lindo lá fora?
Viste como parece que
tingiram o ceu com o mais puro azul?
Vi por um segundo e
não verei mais hoje
e isso não me torna
mais feliz
Dentro desta sala (cárcere)
as risadas alheias me enojam
(No meu rosto só há preocupaçao e repudia)
O mísero bater de lápis na mesa ao lado
lateja minha cabeça
como se uma pedra a atingisse
E eu, que sou obrigada a ficar aqui
resolvendo problemas que eu não me ensinaram a resolver
e tudo isso porque foi o que eu escolhi
Betina, a enojada
quinta-feira, 10 de abril de 2008
E nem tentem me impedir de viver!!
Quem vive com medo de morrer, já está morto. Então, deveria ter medo de estar vivo. Viver plenamente é a única forma de viver realmente.
Betina, a viva.
Betina, a viva.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Em terra de cego, quem tem um olho é louco.
A humanidade hipócrita
sempre me fez acreditar
que o que sempre acontece
é inevitável e que
as coisas nunca mudam
as coisas são criadas,
mas as tradições
são reais, verdadeiras, claras e imutáveis
E que acreditar em Deus e esquecê-lo
ao mesmo tempo é normal
- Não seja tola, queria
é assim, sempre será
não é você quem vai mudar!
Desde que o mundo é mundo
a vida é mesquinha e mediocre, e sorri para mim.
Pois, sim!
Seja mesquinha e mediocre,
mas eu não serei
Serei o que eu quero ser
e não me importo se os outro não são
Louca? Eu? Não!
Apenas inteligente o suficiente
para saber o que eu quero
quando, onde como e com quem...
E se eu quiser!!!
Betina, a cega.
sempre me fez acreditar
que o que sempre acontece
é inevitável e que
as coisas nunca mudam
as coisas são criadas,
mas as tradições
são reais, verdadeiras, claras e imutáveis
E que acreditar em Deus e esquecê-lo
ao mesmo tempo é normal
- Não seja tola, queria
é assim, sempre será
não é você quem vai mudar!
Desde que o mundo é mundo
a vida é mesquinha e mediocre, e sorri para mim.
Pois, sim!
Seja mesquinha e mediocre,
mas eu não serei
Serei o que eu quero ser
e não me importo se os outro não são
Louca? Eu? Não!
Apenas inteligente o suficiente
para saber o que eu quero
quando, onde como e com quem...
E se eu quiser!!!
Betina, a cega.
terça-feira, 18 de março de 2008
domingo, 27 de janeiro de 2008
Chazinho com o Senhor Nico.
Me surgiu agora um pensamento absurdamente medonho no momento e gostaria de compartilhá-lo.
Um dia desses estava, eu, tomando um chá com meu velho amigo Nicolau Maquiavel e animados conversávamos sobre verdades mundanas e absolutismo. Foi aí que ele me disse que "Os fins justificam os meios" (Ok, tenho que confessar que eu não estava tomando um chá com ele, porque, digamos assim, ele morreu há séculos).
No primeiro momento achei que ele não tinha razão e que era loucura, mas depois achei melhor parar para pensar sozinha e tirar minhas próprias conclusões sem julgar o livro pela capa.
O mundo não é fácil para os bons e o mal é sempre forte e sedutor. O mal seria um homem bonito e másculo e o bem um homem magrelo e doente.
O bem é fraco e tudo que é bom também. O mal é forte e tudo que é ruim também.
É certo que a justiça atua, mas só depois que o mal destrói. E o bem? O bem é mal! Então, como dizem, Inês é morta! Não adianta mais. Pessoas já sofreram, coisas ruins já aconteceram. E de que adianta a velha história de que o bem sempre vence? O bem vence. Grande coisa. O mal faz sofrer. O que o mal quer? Vencer? Não! Ele quer maltratar. Quer sangue. Quer lágrimas. Que cadáveres. Quer suicídios. Homicídio. Martírio. Dor. Tortura. Solidão. Sofrimento. Sofrimentos... Sem fim...
E o bem? O que quer? Florzinha cor-de-rosa no cabelo e amor? Ora, faça-me um favor!
O bem não luta? O bem espera a justiça? O bem é o quê? Um cego, surdo-mudo, paralítico e retardado mental? Não! Parem...! O bem tem que lutar, tem que querer. Tem que ser mal para o mal. Um bom mal. Tem que tramar e criar planos. Não adianta sentar e esperar "a sopa mastigada". Por mais duro que seja, o importante é o resultado. E se for bom para todos (exceto o mal) é obra do bem. Fato!
Obviamente, não é certo separar o mundo em bons e mal. Por isso acredito que o mundo é dividido em cinco tipos de pessoa:
-Bons
- Bons Maus
-Justiça
- Maus Bons (não falamos desse, mas são as pessoas aparentemente boas, porém demoníacas)
- Maus
Contudo, os da ponta são ruins por natureza. Não adianta só querer o que é bom. Tem que fazer o que é bom procurar o bem e pisar as coisas ruins.
Sim, na medida do possível: "Os fins justificam os meios"
Betina, a maquiavélica.
Um dia desses estava, eu, tomando um chá com meu velho amigo Nicolau Maquiavel e animados conversávamos sobre verdades mundanas e absolutismo. Foi aí que ele me disse que "Os fins justificam os meios" (Ok, tenho que confessar que eu não estava tomando um chá com ele, porque, digamos assim, ele morreu há séculos).
No primeiro momento achei que ele não tinha razão e que era loucura, mas depois achei melhor parar para pensar sozinha e tirar minhas próprias conclusões sem julgar o livro pela capa.
O mundo não é fácil para os bons e o mal é sempre forte e sedutor. O mal seria um homem bonito e másculo e o bem um homem magrelo e doente.
O bem é fraco e tudo que é bom também. O mal é forte e tudo que é ruim também.
É certo que a justiça atua, mas só depois que o mal destrói. E o bem? O bem é mal! Então, como dizem, Inês é morta! Não adianta mais. Pessoas já sofreram, coisas ruins já aconteceram. E de que adianta a velha história de que o bem sempre vence? O bem vence. Grande coisa. O mal faz sofrer. O que o mal quer? Vencer? Não! Ele quer maltratar. Quer sangue. Quer lágrimas. Que cadáveres. Quer suicídios. Homicídio. Martírio. Dor. Tortura. Solidão. Sofrimento. Sofrimentos... Sem fim...
E o bem? O que quer? Florzinha cor-de-rosa no cabelo e amor? Ora, faça-me um favor!
O bem não luta? O bem espera a justiça? O bem é o quê? Um cego, surdo-mudo, paralítico e retardado mental? Não! Parem...! O bem tem que lutar, tem que querer. Tem que ser mal para o mal. Um bom mal. Tem que tramar e criar planos. Não adianta sentar e esperar "a sopa mastigada". Por mais duro que seja, o importante é o resultado. E se for bom para todos (exceto o mal) é obra do bem. Fato!
Obviamente, não é certo separar o mundo em bons e mal. Por isso acredito que o mundo é dividido em cinco tipos de pessoa:
-Bons
- Bons Maus
-Justiça
- Maus Bons (não falamos desse, mas são as pessoas aparentemente boas, porém demoníacas)
- Maus
Contudo, os da ponta são ruins por natureza. Não adianta só querer o que é bom. Tem que fazer o que é bom procurar o bem e pisar as coisas ruins.
Sim, na medida do possível: "Os fins justificam os meios"
Betina, a maquiavélica.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
O apocalipse aconteceu. Ninguém morreu queimado. Todo mundo apenas queimou cigarro e baseado e virou algumas doses de qualquer bebida alcoolica.
Está todo mundo drogado
Todo mundo fora de si.
Todo mundo fumando a própria sombra.
Todo mundo esquecendo o que é a vida
Todo mundo perdendo tempo com a alegria
Enquanto não há motivo para sorrir
Só porque está todo mundo bêbado
Afogado nos padrões
Todos encheram a cara de preconceito
Ninguém mais quer saber se o outro está vivo
enquanto houver drogas o suficiente para fazer sorrir
O mundo ainda será perfeito
Menos para mim
que não uso drogas...

Betina, a sóbria.
Todo mundo fora de si.
Todo mundo fumando a própria sombra.
Todo mundo esquecendo o que é a vida
Todo mundo perdendo tempo com a alegria
Enquanto não há motivo para sorrir
Só porque está todo mundo bêbado
Afogado nos padrões
Todos encheram a cara de preconceito
Ninguém mais quer saber se o outro está vivo
enquanto houver drogas o suficiente para fazer sorrir
O mundo ainda será perfeito
Menos para mim
que não uso drogas...

Betina, a sóbria.
domingo, 13 de janeiro de 2008
Nunca me acostumei a falar o que sinto, agora não sei mais falar.
Eu não sei falar
sou muda
Ou melhor, não aprendi
minha própria lígua.
Só sei sentir
Não sei o que sinto
Só sei que sinto
Sinto e ressinto
Não sei o que é
Sei que é, mas que mais?
Rodopios de emoções
Coisas que a língua não sabe descrever
Sei sentir
Sei que sinto
Mas não sei explicar
A vida é assim
Betina, a sentimental
sou muda
Ou melhor, não aprendi
minha própria lígua.
Só sei sentir
Não sei o que sinto
Só sei que sinto
Sinto e ressinto
Não sei o que é
Sei que é, mas que mais?
Rodopios de emoções
Coisas que a língua não sabe descrever
Sei sentir
Sei que sinto
Mas não sei explicar
A vida é assim
Betina, a sentimental
sábado, 12 de janeiro de 2008
Um espancamento a palavras e não a pauladas.
Levei um soco.
Um soco no meio da fuça
Um soco de palavras ríspidas
palavras que deixam meu olho roxo
Sempre levei socos
Sempre deixei as palavra me espancarem
Mas essa foi a ultima vez
Nunca mais as palavras encostarão suas mãos sujas em mim
Resolvi que as minhas são mais fortes
Mais valentes. Mais bravas.
São armadas com armaduras de ouro
e espadas afiadas
Então, de hoje em diante
Elas vão me protejer
e nunca mais serei espancada
Pelas palavras chulas de ninguém
Betina, a guerreira.
Um soco no meio da fuça
Um soco de palavras ríspidas
palavras que deixam meu olho roxo
Sempre levei socos
Sempre deixei as palavra me espancarem
Mas essa foi a ultima vez
Nunca mais as palavras encostarão suas mãos sujas em mim
Resolvi que as minhas são mais fortes
Mais valentes. Mais bravas.
São armadas com armaduras de ouro
e espadas afiadas
Então, de hoje em diante
Elas vão me protejer
e nunca mais serei espancada
Pelas palavras chulas de ninguém
Betina, a guerreira.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Conceito de Inveja: "- Hm... Não me pergunte!"
De que me adiantaria ser princesa
ser rica, ser poderosa, ser invejada?
De que me adiantaria ser modelo
ser inspiração, ser maravilhosa, ser invejada?
De que me adiantaria ser intelectual
ser inteligente, saber muito de algo, ser invejada?
De que me adiantaria ser inveja
ser destruidora, ser consumidora, ser invejada?

Betina, a contestadora de condições.
ser rica, ser poderosa, ser invejada?
De que me adiantaria ser modelo
ser inspiração, ser maravilhosa, ser invejada?
De que me adiantaria ser intelectual
ser inteligente, saber muito de algo, ser invejada?
De que me adiantaria ser inveja
ser destruidora, ser consumidora, ser invejada?

Betina, a contestadora de condições.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Odiosidades.
Tudo que eu mais odeio em mim
é essa mania absolutamente tola
de escrever e não falar
E além disso
a mania de temer o mundo
como se ele fosse uma espécie de ameaça
Tudo que eu mais detesto
é querer adorar todo mundo
e não adorar a mim mesma
Eu só quero um pouco de paz
para fazer e viver
para ser eu
Betina, a betina.
é essa mania absolutamente tola
de escrever e não falar
E além disso
a mania de temer o mundo
como se ele fosse uma espécie de ameaça
Tudo que eu mais detesto
é querer adorar todo mundo
e não adorar a mim mesma
Eu só quero um pouco de paz
para fazer e viver
para ser eu
Betina, a betina.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Aspirações e Encarnações.
Se eu fosse um animal
gostaria de ser um cão
amigo, fiel e sempre alerta
Se eu fosse uma fruta
gostaria de ser um morango
vermelho, doce e um pouco cítrico
Se eu fosso uma flor
desejaria ser uma Rosa centifolia
rósea, cheirosa e delicada
Porém seu eu fosse um humano
gostaria de ser um cão
quem sabe uma rosa, ou um morango.
Betina, a qualquer uma das alternativas anteriores.
gostaria de ser um cão
amigo, fiel e sempre alerta
Se eu fosse uma fruta
gostaria de ser um morango
vermelho, doce e um pouco cítrico
Se eu fosso uma flor
desejaria ser uma Rosa centifolia
rósea, cheirosa e delicada
Porém seu eu fosse um humano
gostaria de ser um cão
quem sabe uma rosa, ou um morango.
Betina, a qualquer uma das alternativas anteriores.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Campos Elísios.
Mesmo se eu morrer
Eu nunca estarei realmente morta
pois em algum lugar no mundo
estarei viva pela poesia
Mesmo se ninguém ligar para ela
mesmo se for esquecida
mesmo se eu for para o caixão
junto como milhares de poetas
Elas ainda existirão...
Ninguém poderá desescrevê-las
O que foi feito é feito
Ninguém poderá desfazer
E mesmo que nem meus descendentes
se lembrem que um dia eu existi
Eu ainda estarei viva
porque o que está escrito está e pronto.
Betina, a imortal.
Eu nunca estarei realmente morta
pois em algum lugar no mundo
estarei viva pela poesia
Mesmo se ninguém ligar para ela
mesmo se for esquecida
mesmo se eu for para o caixão
junto como milhares de poetas
Elas ainda existirão...
Ninguém poderá desescrevê-las
O que foi feito é feito
Ninguém poderá desfazer
E mesmo que nem meus descendentes
se lembrem que um dia eu existi
Eu ainda estarei viva
porque o que está escrito está e pronto.
Betina, a imortal.
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