Sou assim desde menina:
criativa e insone
Crio histórias
sempre criei
Sou assim desde sempre
nunca deixei de criar
nunca deixei de imaginar
agora pessei a poetizar
Sem medo do externo
contava coisas
que sabia, não era verdade
Ninguém sabia...
- Seria, aquela criancinha, doida?
Pensavam... Que ironia...
Nunca existiu pessoa tão sã.
Pessoa tão triste.
Porém sempre sensível a realidade
sempre na cova de imaginação
sempre enterrada em pensamentos
sempre contadora de casos.
Betina, a contadora de histórias (fúnebres agora)