Algumas coisas só acontecem comigo! Algo como: Coisas de Betina. Uma delas é fazer um prova de uma turma mais avançada que a minha, conseguir resolver com custo,
perceber que está errada depois e, por fim, ter uma crise nervosa e derramar lágrimas sobre uma prova (e, obviamente, morrer de vergonha logo que volta ao estado normal). Tudo isso graças a minha falta de atenção.
Sim, claro que não é a primeira vez que eu faço a prova da turma avançada. A primeira vez foi história e eu consegui acertar as questões. Talvez eu não seja tão burra quanto eu imagino que sou. Resolver uma prova pelos conhecimentos anteriores e acertar não é pouca porcaria afinal.
Eu gostaria de ser mais atenta as coisas que acontecem a minha volta. Deve ser por isso que essas coisas só ocorem comigo. Para eu aprender a não confiar. A não confiar no fiscal de provas por exemplo. Não! Melhor que isso. Mais além. Não confiar nos homens. Não confiar nos homens do sexo feminino e, muito menos, nos do sexo masculino. Não confiar. Confiar e esperar que os outros acertem é um grande erro. Um erro fatal! Algo pior que dizer que a a galinha veio antes do ovo. É uma especia de loucura.
Só se deve confirar em sim mesmo. Não se pode confiar nem na mãe. Bem. talvez na mãe, mas eu diria que é um risco que está correndo. Pior! Não se deve confiar nem em si próprio. É muito arriscado. Confiar é um risco, porém desconfiar sempre não é viver. Viver desconfiado é morrer louco.
É impossível viver desconfiado e suspeitar de tudo. Contudo, não se deve ser ingênuo. Betina é sempre ingênua. Ela sempre se sai mal por isso. Perdedora.
Betina, a ingênua.