sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Sobre a morte e o morrer. Sobre a vida e o viver.

Se eu fosse capaz de domar meus sentimento tudo seria mais simples. Se fosse capaz de domar minhas mãos trêmulas. Minha gagueira. Meu medo de gente. Não seria Betina, a louca. Seria Betina, a espetacular.
Queria poder ser gente. Queria ser espontânea. Queria ser tudo que eu quisesse. Queria falar o que penso. Queria amar todo mundo. Queria ver além do simples. Queria que nascessem flores onde piso.
Nada disso acontece. E não me adianta querer. Nunca há de acontecer. Quem sabe nasçam flores onde eu piso, mas o resto é impossível.
Minha vida é impossível. Viver é impossível. Nascer é mais fácil. Morrer, então, nem se fala. Por isso eu vivo. Não quero morrer. Escolher o caminho mais fácil é para os fracassados. Por mais que seja sedutor.
Quero provar para mim que sou capaz de tudo e muito mais. Sou capaz de fazer e acontecer. Posso tramar contra e a favor. Posso infernizar a vida. Se for a vida de um homem melhor ainda. Quem sabe mais tarde um me ame. Quando eu descobrir ele vai implorar para nunca ter nascido.
A vida é tão importante para mim, que tenho tomado muito conta dela. Tenho agido mais que o normal ultimamente. Tenho falado mais. Tenho comido mais chocolate. Tenho olhado mais para os que estão ao meu redor. Vivido mais eu diria. Sorrido mais também. Até mesmo dançado.
Amado? O mesmo tanto de sempre. O amor é como pressão. Quando mais se comprime (e.g. um gás) , mas difícil fica aumentar a pressão.

Betina, a indomável.