sábado, 24 de novembro de 2007

Perguntas. É só o que tenho a oferecer.

Sobreviver é uma vitória. Um grande feito. Algo estraordinário. Viver e sobreviver no mundo não é para qualquer pessoa. É tão difícil quanto encontrar uma agulha num palheiro. Algumas pessoas encontram-na. Nem sempre. Essas pessoas são chamadas defuntos. Se chamarmos a vida de palheiro e a sobrevivencia de agulha.
Tenho pensado sobre o que será amanhã. Nào temo na verdade, porém me interessa saber. Como eu vou morrer? Por que não serei eu a garota que morreu brutalmente assassinada? Ou melhor, por que não fui eu? É estranho pensar que poderia ter sido qualquer pessoa. Poderia ter sido você. Eu! Fui eu! Se eu fosse a garota seria. E por que não foi? Por que ela? O que ela fez?
A vida é um efeito borboleta. Se a borboleta bater suas asas sete e não oito vezes antes de pousar a garota assassinada serei eu e não você. Quem sabe a vida não escolhe assim suas vítimas. Quem sabe viver não dependa do acaso? Quem sabe há destino? Quem sabe não há acaso nem destino? Quem sabe se há viver?
Poderia ter sido qualquer um? Poderia ser ele outro? Poderia eu amar outro infeliz? Poderia esse infeliz me amar de volta se não fosse ele? Para que amar? O amor existe por acaso? E quem responderá as minhas perguntas? Ele responderá? E quantas perguntas mais virão a minha mente? Poderia ser outra ama-lo? Poderia ele me amar e eu não ama-lo como a outra? Poderia a outra me amar, ele também e eu não amar ninguém, nem mesmo a mim? Poderia eu me matar por amor? Morrer por amor?

Betina, a contestadora.