sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Férias

Alguém está de férias por tempo indeterminado...
Acredito que não para sempre...
Só uma ótimo tempo em que não é necessário se esconder atrás de poesia.
Betina de férias por alguns dias.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O que torna uma pessoa suja não é o que entra pela boca, e sim, o que sai por ela.

Estava amando
não sentir uma gota de amor
circulando em meu sangue sujo.

Sujo de maldades
cheios de verdades
e impuros por causa dos pensamentos

Mesmo assim adorava não ter
em meu sangue ruim
nada que o fizesse melhor

Nada de amor ou algo parecido
Só coisas verdadeiras
E isso só me tornava mais imunda.

Betina, a impura.

Versos errados e errantes.

É claro que as minhas poesias
cheias de sentimentos individuais
nunca ajudarão ninguém
que não eu mesma

É obvio que os meus versos
repletos de minh’alma
nunca serão importantes
ou lidos em aulas de literatura

Tenho a certeza
que colocar coração em estrofes
é perda de tempo

Se sei todas as piores verdades
deveria eu desistir de viver sabendo que hei de morrer?

Por mais inúteis que elas sejam
pra mim serão sempre as salvações
da minha mente obscura.


Betina, a inutilizável.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Algo sobre mostarda com mel e um pouco de batata palha se desejar.

Coloquei mostarda na salada e pensei
se havia de fazer algum dia poesia sobre mostarda?.

Pois bem, não tenho sobre o que escrever
E nessa hora choro
vejo fotografias e escrevo sobre o almoço

É um tipo de golpe
não de mestre, mestres têm sacadas...
Golpes são para larápios.

É como embromar...
Encher de mostrarda o sanduíche ruim
na esperança de que ele melhore

É enganar a sí próprio
achar que está comendo cebola com mostarda
quando na verdade é o contrário

Nada melhor que mostarda com mel
Versos com palavras
e poesia com o coração

Betina, a gourmet.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Títulos de Pobreza

Frio, fome, cansaço.
Cem mil na conta corrente
e nenhum amor.


Betina, a princesa pobre.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Sensações são precisas. Sentimentos não são precisos. (Desta vez livre de ambigüidades)

Estive pensando e discutindo (comigo e com muitos outros) a diferença entre sentimento e sensação. Uma amiga me fez a seguinte tradução resumida:
Sentimento – Emocional
Sensação – Físico
Eu tenho essa visão. Contudo creio que esta visão seja distorcida. Isto porque, todas as emoções estão ligadas com o estado físico, ou seja, o corpo e suas reações químicas.
Pensei também sobre qual é o mais importante e o mais verdadeiro. Até mesmo, pedi auxílio de um dicionário (na verdade dois). Estes me ajudaram bastante.
Um deles definia sentimento, entre outras coisas como sensação, porém o outro foi mais a fundo. Dizia: Sensação psíquica, além de outras definições. Enquanto nos dois sensação era somente relacionado com o corpo.
Será que este tempo todo estive errada com as minhas idéias? (Foi nesta parte da história que eu gelei!). Não exatamente errada. Talvez, não tão precisa, bem explicada ou desenvolvida.
Então, sensação por si só seria física, ao mesmo tempo em que sensações psíquicas seriam emocionais, logo, sentimentos?
Pode se dizer que sim. (ok!) Porém, qual o mais verdadeiro? Qual o real?
Aparentemente o físico, obviamente, ou seja, as sensações.
Não, não me parece obvio. Quer saber o porque?
Porque é impossível separar o físico do emocional, já que um ser humano não existe sem qualquer um dos dois e essa é a questão.
É possível ignorar o físico ou o psicológico? Sentimentos ou sensações, ou viver sem algum deles? Alguém pode viver sem sentir o corpo ou sentir no corpo os sentimentos mais profundos? Algum ser é capaz de impedir que o coração bata forte e acelerado de amor ou os joelhos não bambeiem de medo? Que o rosto não enrubesça de ódio? Ou que não fique agitado e sem fome de ansiedade?
Amor, medo, ódio, ansiedade... Sentimentos... Taquicardia, pernas trêmulas, face rubra (não só de ódio... Vergonha também ou timidez), agitação... Sensações...
No final das contas, eu não estava errada. Separa sensação de sentimento é como não gostar de música. E não é verdadeiro ou falso é como Vivaldi e Beethoven... Clássico!


Betina, a sentimentalmente sensacional.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Tráfico de Histórias. ("Tem baguio bom aê?")

Não sou capaz de criar histórias
Não sou capaz de criar poesias
Eu sou uma ladra.

Furto histórias que não são minhas
Escrevo sobre elas
E me acham um gênio.

Anyway... Eu sou uma salteadora.
Vivo nos caminhos e nas ruas
Esperando e aspirando a histórias alheias.

Nada do que eu falo é original
É tudo natural... É tudo humano.
Nada do que eu falo eu inventei.

Um pouco sobre homens...
Um pouco sobre amor...
Um pouco sobre a vida...

Deus sabe como é fácil
escrever um poesia.
Boa ou ruim... Poesia.

Betina, a sequestradora de histórias.

O mundo é diferente do que desejamos sempre.

Tenho guerra
quando quero paz
Tenho paz
quando preciso de guerra

O que há de errado com o mundo?

Tenho sono
quando preciso acordar
Permaneco acordada
quando preciso ter sono

O que há de errado comigo?

Nada errado
Tudo certo,
porém o mundo nem nós
somos e fazemos o que desejamos.

Betina, a guerreira (em termos).

sábado, 15 de dezembro de 2007

Por trás da porta fechada as esposas do Barba Azul. Eu seria a próxima.

Às vezes eu penso
no que há por trás
das portas fechadas

Há vida?
Há morte?
Hão as mulheres de o Barba Azul?

São tão sedutoras
as portas fechadas
tão tentadoras

E minha curiosidade feminina
Não cogita em destrancá-la
abri-la, empurrá-la

E lá estavam...
como nasceram...
Chorando...


Betina, a mulher morta do Barba Azul.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

A corda da vida. A corda é a vida.

Viver é

nada mais
nada menos
que se desesperar


A vida é
como uma corda
por um tris
de arrebentar



É como se o tempo todo
você estivesse a beira da morte
E o pior,
você sempre está


Por vezes passa a morte
sente-se um calafrio
E, por sorte, ela passa, só
Não corta com sua foice o fio



Está sempre a ponto
do seu fio da vida tesourar
mas sempre dá para se salvar
enquanto seu nome ainda não está na lista


Betina, a que escala a vida (ou pelo menos se pendura nela).




quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Palavras, frases, expressões... Sei lá... Qualquer coisa.

Ah, o doce e atroz
poder das palvras

Quem me dera
poder me calar

Talvez eu possa
mas não deva

Se me calar
quando devo falar?

Se palavras não ditas
machucarem mais que palavras pronunciadas?

Como hei de fazer
com minha mudez?

Não... Definitivamente
Não hei de calar-me.

Betina, a muda. (Não é por que dizemos que é verdade)

Entre o sim e o não escolha o respondo mais tarde.

Que caminho escolher?
Que porta abrir?
Que escada descer?
Que copo beber?

Se não houvesse
como escolher
não haveria escolha errada.
Ou não haveria escolha certa?

Creio que não haveria certo
muito menos errado
Só haveria.

Então viver seria fácil
viver não seria viver
Seria apenas ser. (talvez nem isto)

Betina, a da porta 2.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

"Não tenho juiz. Se você quer a vida em jogo, eu quero é ser feliz."

Nada paga
o preço que vale
a liberdade.


Ser livre para voar
é um desejo humano
que desumano não concede


Poder e ter o poder
não sobre o outros
E sim sobre sí.


Ser, estar, andar
Simplesmente
amado, feliz e por onde desejar.


Livre arbítrio
para ter livre arbítrio
Ser o próprio arbitro.


O jogo é sua vida.
Nossa vida.
Ninguém pode pagar por ela.






Betina, a juiza.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Explicações Para Imaginações.

Sou assim desde menina:
criativa e insone
Crio histórias
sempre criei


Sou assim desde sempre
nunca deixei de criar
nunca deixei de imaginar
agora pessei a poetizar


Sem medo do externo
contava coisas
que sabia, não era verdade
Ninguém sabia...


- Seria, aquela criancinha, doida?
Pensavam... Que ironia...
Nunca existiu pessoa tão sã.
Pessoa tão triste.


Porém sempre sensível a realidade
sempre na cova de imaginação
sempre enterrada em pensamentos
sempre contadora de casos.

Betina, a contadora de histórias (fúnebres agora)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

O avanço não depende do medo. Por isso nunca darei um passo se quer.

Existe algo no mundo
que temo mais
que a própria vida
ou que a morte

Tudo que mais
tenho medo no mundo
é não escrever
poesia

Não saber como
juntar os versos
não sentir mais
temo ser fria

Temo até mesmo
não gostar de pesia
Tenho medo no que o mundo
é capaz de me transformar

Temo não amar
temo não saber mais escrever
Enfim,
temo não poetizar.



Betina, a de tétrico futuro temível.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Eu não sou uma deusa... Apesar de acharem.

Dizem que
minha poesia
é triste.
Não! Não é.

Não é a poesia
que é triste...
Eu quem sou
tristemente confusa

Triste
por ser a pior
das mortais
lágrimas no papel

Se fosse uma deusa
não choraria
deusas jamais choram
Elas são mulheres de verdade

Meu pranto é por não ter ninguém
ter nada além de uma caneta
e folhas pautadas
Ser nada.

Inevitavelmente
Sensível sou a tudo.
Coisa alguma
me alegra ou ameniza.

Sou a pior mulher
por não ser quem quero
o que quero
onde quero.

Betina, o estafermo.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Ninguém é de ninguém, ou melhor, de nada.

Por estímulo de um amigo iniciei um pensamento sobre a inteligência e a sabedoria humana e, o que as pessoas gostam ou não de ver, ouvir e, eventualmente, ler, entre outras coisas. Além dos porquês dos gostos.
No começo eu imaginei que coisas criadas para vender, obviamente, não teriam qualidade. Qualquer coisa feita às pressas não é nem um pouco inteligênte e muito menos sábia e, só serve para chamar ou prender a atenção e, parcialmente, divertir.
Sim, isto pode ser uma verdade. Apenas uma delas. Pensemos em livros ou filmes. Levam um bocado de tempo para serem acabados, porém, veja que irônico, também são produzidos para vender. Podem ser divertidos ou engraçados. Tudo bem, mas quem disse que eles serão "verdadeiros" em todas as épocas como os clássicos?
Aliás, música clássica é um bom exemplo de coisas esquecidas. Não é necessário ler uma partitura para saber que alguma música é bonita ou boa, independente de complexibilidade. De ouvir podemos saber o que é bom ou não... Então, por que tanta impopularidade?
Na verdade estava justamente pensando em música clássica e no porque da sua falta de crédito. Talvez eu tenha chegado a uma conclusão.
Pessoas são influenciadas de todas as formas e estão vulneráveis a isso. Pior: gostam de coisas qye tocam muito por aí a fora. Não é necessário buscar. Não dá trabalho... É a lei do mínimo esforço. É só tocas 50 vezes na rádio e pronto, é pop!
Não só na música. Livros, filmes, padrões... Tudo! Está na televisão está na boca do povo e todo mundo acredita, reverencia, adora... Uma festa... Um verdadeiro bacanal! Ninguém quer mais pensar ou se dar ao trabalho de escolher. É a demência coletiva.

Betina, a clássica.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Sonho: Um dos meus 8 segundos noturnos (talvez matinais).

Sonhei com café
não sei onde, como ou porque
apenas sei que sonhei


Café de várias formas
expresso, com creme e balas
de café o aroma


Café e cavalos
duas coisas que gosto
bebia café e cavalgava


Café com canela
Cheiro de amor... Paz...
Um pouco de nostalgia


Café e chocolate
Desejo... Sabor de paixão.
Vontade de dançar. Energia!


Acordei e notei:
Não havia café.
Muito menos canela ou chocolate.


Betina, a descafeinada.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Eu sei tudo... Quase tudo... Nada de tudo!

Eu queria entender tudo,
abraçar o mundo
talvez ser Deus,
mas nem sempre.


Queria ser a sábia,
a conselheira,
talvez sacerdotiza,
mas nem sempre.


Queria saber resolver,
ser curandeira,
talvez médica,
mas nem sempre.


Queria ser amada,
saber seduzir,
talvez provocar,
SEMPRE!


Betina, a sempre do avesso.

Moléstias

Estou cansada
de ser fantoche
de ser o que querem
e não o que quero

Cansada de temer falar
de temer fazer
de temer pensar
de temer viver

Cheia de ser assim
ou ser assado
Cheia de precisar
Cheia de aturar

Doente de sobreviver
e de viver
Doente de ser e não ser
Doente, cheia e cansada de mim.

Betina, a inchada de cheia.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Crises?!

Crises?! É disso que vivo?
Nada inteligente
Tudo adolescente
Estúpido.

É de estupidez
que trabalha minha cabeça
Coração e mão na caneta
Tolices no papel

Saber nada de tudo
é melhor que
saber tudo de nada?

ou saber nada é melhor
que saber tudo?
Nada de nada e tudo de tudo?

Betina, a confusa.

Cabeça Pesada. Cheia de Nada. Asneiras.

Tantas coisas da memória
queria apagar
Tantas lembranças
queria esquecer

Muita coisa não queria
e gostaria de viver
o que não quis vivi, claro!

Para que lembrar afinal?
Por que sofrer em pensamento,
já que não se pode mudar o passado
e, juro, ninguém se lembra do feito?

Só você! Eu, no caso.
Minha exclusiva memória
Singular...

É não infantil
pensar no que poderia ter sido
- O sido se foi. Já era!
Escafedeu-se. So late, sugar!

Corpo cansado, mente também
Não cansada para lembrar (e sim de.)
e escrever poesia.

Betina, a garota da torneira de asneiras que saía da cabeça.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

- Vamos deixar de olhar para os colegas, crianças!

Sempre distraida!
Sempre sem saber!
Sempre vagando!
Sempre errando!

Nada de auto-piedade
Só auto-ódio
Nada pior (ou melhor?) que um engano
não importa o tamanho

E nada pior que auto-piedade
Aliás, nada pior que auto-qualquer-coisa
Não se deve julgar a si
Não se deve julgar os outros.

Não julgue! Pronto!
Nós somos sempre os piores
Quem julgamos são sempre melhores
Não há dúvdas, é sempre assim!

- Odeio isso! - ela disse.
- Ora, mas como? Você faz o mesmo!
Sempre, sempre acontece.
As pessoas não julgam quem devem

Devem? Não! Não devem.
Devem olhar mais para si,
mas não a ponto de egoímos
Só para não cair na rotina, na verdade.

Betina, a odiosa. (?)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Não verei mais nada. Bem, talvez eu veja.

Eu vinha pensando no carro quando voltava da aula de dança. Sabe, esse história de padrão de beleza tem me deixado muito preocupada. Na realidade, vim pensando na cabelereira do salão do clube que eu faço aula. Até onde vai a busca pelo padrão. Talvez ela não seja o melhor exemplo. Não um dos que chamam atenção, melhor dizendo. Agora, ela está morta.
Uma pessoa que vive a base de remédios para emagrecer se nenhum resultado. Era ela. Eu comecei a pensar nela quando estava pensando em pessoas loucas para entrar no padrão. Normalmente as pessoas falam de quem morre por alcançar a magreza. E quem morre de tanto tomar remédios? Não minto que ela tinha outros problemas, mas é triste pensar em alguém que viveu tentando ser de uma forma e morreu como sempre. Sabe, é medonho ao extremo.
Então comecei a pensar em mim. Em mim me olhando no espelho dos horrores. É assim que chamo o espelho da sala de aula. Ele faz você parecer mais baixa e mais gorda do que realmente é. Ele foi feito para deixar as bailarinas com baixa-auto-estima e fazer com que elas desenvolvam anorexia e bulimia. Se não for, não sei. Então eu estava me olhando. Minha barriga e meu quadril. Quase uma anã gorduxa eu estava. Será que eu sou uma pseudo-anã-gorduxa?
Comecei a imaginar aquele espelho como o reflexo que a sociedade nos mostra de nós mesmos. O pior de tudo: Nós acreditamos. Acreditamos em tudo. Emagrecemos para que nos achem bonita e alisamos os cabelos pixains. Obviamente sabemos que os cabelos não são lisos de verdade. E daí? Vamos alisar! É melhor que o verdadeiro. Eu já ouvi isso. Patético. Pensei: Por que as pessoas querem tanto que nos sintamos menores e piores? Para nos pisar mais fácil lógico.
Por um momento desejei trocar os espelhos da sala como desejo mudar o que a sociedade nos mostra sobre nós. Não tendo poder para tal, resolvi ignorar o espelho e ignorar a sociedade.
Afinal, quem é a sociedade? Melhor: O que é?

Betina, a cega.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Quem disse que sou ou serei?

Beleza relativa
é o mundo que vejo
todos diferentes
desejando ser iguais

Beleza Padronizada
é o que não existe
pessoas são distintas
independente da semelhança

Não há nada a fazer
e nada que confunda mais
que a busca por um padrão
afinal, quem dita as regras?

Ser igual é ser humano, só!
não importa a cor dos cabelos ou olhos
livre de qualque formato
só a humanidade

Betina, a bela como o mundo.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Concedido Pelos Deuses

Ninguém deve
ser tolo a ponto
de dizer a verdade

Ela é bem mais difícil
sim, é fato, mas com certeza
a verdade é a dádiva dos tolos.

Betina, a aparentemente tola.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Medio Tutissimus Ibis????????

Por que diabos,
eu me pergunto,
nada se fazer
completamente?

Meio sei tocar piano
Quase bem dançar
Parcialmente escrever
Um pouco pintar

Meio sou inteligente
Quase boa estudante
Parcialmente lógica
Um pouco esperta

Por que diabos,
me pergunto novamente,
eu não posso fazer tudo?
Afinal, por que não sei tudo?

Cansada de ser meio termo
Me vejo tentando melhorar
E quem foi o babaca
que disse que o meio termo é o melhor?

Betina, a meio-humana.

Maus Costumes

Estou acostumada
Eu me acostumei
e é tudo que alguém
não pode fazer

Acostumei-me

A ser menor
a ser pior
a ver as pessoas vencendo
enquanto eu perdia

Acostumei-me

A chorar
por ele e por mim
por nós e só!
Não agir. Chorar.

Acostumei-me

Com a dor
com a tristeza
com o mundo
com o que é ruim

Acostumei-me

A ser quem me fizeram
Alguém acostumado
Sem ação. Estática e inerte.
O pior ser do mundo.

Betina, a ociosa.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O que há comigo?

Estava escrevendo uma poesia
Porém não sei o que há
e nenhum poema que eu escreva
é bom o bastante como antes

Não sei o que me falta
Talvez me falte amor
e onde estaria meu amor
no fundo da alma?

E me falta dor.
Para isso que
serve a dor.
Para escrever poesia!

Paixão me falta
Alegria também
Horror acabou há tempos
e falta-me até mesmo medo

Nada me resta
Nada sobrou da poetiza
Que amou, chorou e sofreu
O que eu mais temia aconteceu

Agir é a pior parte da história
Não consigo não ser romântica
e se o meu desejo se aproximar da realidade
será impossível escrever uma boa poesia

Betina, a ex-poetiza

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Segredo. Até quando? Até onde? Essa é a reflexão do dia. Até quando um segredo é segredo. Essa pergunta me veio em mente ao ouvir uma conversa das minhas irmãzinhas com as amiginhas delas. Algo como: "Eu tenho segredos com Fulana como você tem com Siclana.", "Eu e Beutrana temos segredos como você tem segredos com Siclana!". No final, todas sabiam os segredos de todas e, consequentemente, não era mais segredo de ninguém.
Há quem diga que quando mais de duas pessoas sabe não é mais segredo. Eu não acredito nisso. Segredo é algo que só uma pessoa sabe. Afinal, quando mais de uma pessoa sabe de algo já é coisa pública. Um passo para passar no Jornal Nacional na Globo. Afinal, o que é um segredo?
Eu sempre tenho segredos. Normalmente eles tem... Uma ou duas horas de discrição. Depois eu posto ele em algum blog. Eu sempre digo que meus poemas são meus segredos. Depois que são poemas não são mais segredos. São poemas. E quem vai saber que são segredos? Ninguém. E quem vai saber quais são segredos e quais não são? Ninguém. E quem vai ser tolo em acreditar que todos os meus poemas são segredos enquanto alguns não são? Ninguém.
Claro, a maioria são segredos. Os sentimentos mais atormentados da minh'alma, porém... E daí? Que diferença faz existir ou não? Ser ou não ser? Heis a questão. Quem disse que eu existo? Quem disse que existem sentimentos? Quem disse que a vida é? E se não for?
É muito difícil pensar que um dia pode nada existir. Pode nunca ter existido. Pode acabar. E se tudo for uma grande mentira? Se formos robôs controlados por computadores e não soubermos? Se formos participantes de um joguinho tipo "The Sims"? Se nada for o que parece? O que será de mim? Dos meus escritos? Do meu coração? Da minha carne?
Se a vida não passar de uma simples e reles ilusão e tudo que eu vive e todas as minhas ações tolas não me servirem de nada e todo meu medo de viver (que já é tolo) passar a ser mais idiota ainda. Tudo acaba. Tento me convencer disso. Tenho medo de mim. Medo da vida. Medo de tudo. Sou o Pânico em pessoa.
Viver é como atravessar a rua sem olhar para os lados. Ninguém que não seja suicida atravessa uma avenida sem ver se vem carros ou motossicletas. Não é nada plausível. Não é sensato. A vida não é. Insensatez é antônimo de viver.
No final das contas meus segredos terão a mim serventia alguma. Hei de morrer. Segredos serão interrados junto comigo. Então, por que não transformá-los em poesia? Poesia alimenta a alma. Não as minhas. As boas alimentam. A minha só serve para acalmar a minha. Também meu coração dolorido. Cabeça estúpida. Corpo mortal.

Betina, a indiscreta.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Reflexão

Nada é certo.
A vida é incerta
E a única certeza
é algo incerto: A morte.

Betina, a viva (por enquanto).

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Confiar: Um grande risco.

Algumas coisas só acontecem comigo! Algo como: Coisas de Betina. Uma delas é fazer um prova de uma turma mais avançada que a minha, conseguir resolver com custo,
perceber que está errada depois e, por fim, ter uma crise nervosa e derramar lágrimas sobre uma prova (e, obviamente, morrer de vergonha logo que volta ao estado normal). Tudo isso graças a minha falta de atenção.
Sim, claro que não é a primeira vez que eu faço a prova da turma avançada. A primeira vez foi história e eu consegui acertar as questões. Talvez eu não seja tão burra quanto eu imagino que sou. Resolver uma prova pelos conhecimentos anteriores e acertar não é pouca porcaria afinal.
Eu gostaria de ser mais atenta as coisas que acontecem a minha volta. Deve ser por isso que essas coisas só ocorem comigo. Para eu aprender a não confiar. A não confiar no fiscal de provas por exemplo. Não! Melhor que isso. Mais além. Não confiar nos homens. Não confiar nos homens do sexo feminino e, muito menos, nos do sexo masculino. Não confiar. Confiar e esperar que os outros acertem é um grande erro. Um erro fatal! Algo pior que dizer que a a galinha veio antes do ovo. É uma especia de loucura.
Só se deve confirar em sim mesmo. Não se pode confiar nem na mãe. Bem. talvez na mãe, mas eu diria que é um risco que está correndo. Pior! Não se deve confiar nem em si próprio. É muito arriscado. Confiar é um risco, porém desconfiar sempre não é viver. Viver desconfiado é morrer louco.
É impossível viver desconfiado e suspeitar de tudo. Contudo, não se deve ser ingênuo. Betina é sempre ingênua. Ela sempre se sai mal por isso. Perdedora.

Betina, a ingênua.

domingo, 25 de novembro de 2007

Por um pouco mais de claresa na fala.

Eu, se não fosse eu, invejaria meus dotes artísticos. Mesmo. Eu possuo quase todos. Eu sei disso. As pessoas não precisam me dizer. Apesar de dizerem é claro. Eu só não sei atuar. Sei desenhar. Sei dançar. Sei escrever. Sei pintar. Tenho uma grande habilidade nas mãos. E minha voz até que não é ruim. Bem talvez não seja das melhores e eu não alcanse as notas mais altas, mas não é das mais desafinadas. Ah, sim, sei tocar um instrumento. Só não sei mesmo atuar. Não tenho muita desevoltura com as pessoas.
Eu trocaria uma das minhas habilidades artísticas por uma habilidade na fala. É incrível meu medo de gente. Tem uma explicação. Obviamente não é atoa que as pessoas me assustam... Muito!
É impossível saber o que uma pessoa pensam sinceramente. Elas estão o tempo todo explicitando o que pensam e sentem. Sim, porém meu nome é Betina e, não, Profetina. Eu não posso ler mentes e destinos. Eu não sou uma fortuna teller. Eu sou só uma agorafóbica. Fujo das pessoas. Fujos dos lugares. Não suporto a sensação de solidão.
Queria que alguém pudesse trocar comigo. Daria minhas habilidades manuais. Tudo por um pouco mais de espontaneidade e claresa. Queria, aliás, chamar-me Clara.

Betina, a acanhada.

sábado, 24 de novembro de 2007

É Fácil Enxergar

É perigosa
É duvidoso
É estranho
É medonha

É a vida
É o humano
É o amor
É a fala

Nada é certo
Nada é verdadeiro
Nada é comprovado
Nada é interessante

Nada na vida
Nada no humano
Nada no amor
Nada na fala

Sempre é diferente
Sempre é estúpido
Sempre é doloroso
Sempre é receosa

Sempre na vida
Sempre no humano
Sempre no amor
Sempre na fala

Betina, a doida.

Perguntas. É só o que tenho a oferecer.

Sobreviver é uma vitória. Um grande feito. Algo estraordinário. Viver e sobreviver no mundo não é para qualquer pessoa. É tão difícil quanto encontrar uma agulha num palheiro. Algumas pessoas encontram-na. Nem sempre. Essas pessoas são chamadas defuntos. Se chamarmos a vida de palheiro e a sobrevivencia de agulha.
Tenho pensado sobre o que será amanhã. Nào temo na verdade, porém me interessa saber. Como eu vou morrer? Por que não serei eu a garota que morreu brutalmente assassinada? Ou melhor, por que não fui eu? É estranho pensar que poderia ter sido qualquer pessoa. Poderia ter sido você. Eu! Fui eu! Se eu fosse a garota seria. E por que não foi? Por que ela? O que ela fez?
A vida é um efeito borboleta. Se a borboleta bater suas asas sete e não oito vezes antes de pousar a garota assassinada serei eu e não você. Quem sabe a vida não escolhe assim suas vítimas. Quem sabe viver não dependa do acaso? Quem sabe há destino? Quem sabe não há acaso nem destino? Quem sabe se há viver?
Poderia ter sido qualquer um? Poderia ser ele outro? Poderia eu amar outro infeliz? Poderia esse infeliz me amar de volta se não fosse ele? Para que amar? O amor existe por acaso? E quem responderá as minhas perguntas? Ele responderá? E quantas perguntas mais virão a minha mente? Poderia ser outra ama-lo? Poderia ele me amar e eu não ama-lo como a outra? Poderia a outra me amar, ele também e eu não amar ninguém, nem mesmo a mim? Poderia eu me matar por amor? Morrer por amor?

Betina, a contestadora.

Efeito Dominó Com Peças Vivas.

Foi para mim que ele escreveu.Palavras doces. Muito amável. Tudo para mim. Só pra mim. Para mais ninguém. Eu sempre soube. Ele me ama. Ele me adora. Me venera. Idolatra. Reza pra mim ("Para mim" e não "Por mim"). Porque eu sou a Deusa. Da vida dele. A mim ele deve a existência. Eu o criei. Eu fiz o que ele pensa. Ele é tudo de mim. Claro que sim.
Hoje ele colocou flores no meu altar. Acendeu velas. Ajoelhou. Orou. Cantou cantigos. Falou comigo. Pediu para ser um homem melhor. Pediu para amar mais. Pediu felicidade. Pediu dinheiro também. Pediu que eu viesse ao encontro dele. Que descesse dos céus. Que o amasse também.
Ele teme a mim. Sabe que sem mim não há ele. Sem ele eu sou. Sempre serei. Ele não. Ele pensa o que eu penso. Ele ama o que eu amo. Ele me ama e me teme. Venera. Sou venerável. Venenosa Deusa.
Sim, sabemos. Isso não é verdade. É tudo o contrário. Só queria que ele estivesse no meu lugar. Queria ser a deusa. Queria que ele fosse o adorador. Queria que ele morresse para ver o que sou. Moresse e ressucitasse. Ele veria. Tudo que sou, faço melhor. Queria ser idependente.
Na minha vida uma pedra empurra a outra. A dele está atrás. Ele me empurra. Eu caio. Ele se levanta. Eu não tenho forças. Permaneço no chão esperando sua piedade.

Betina, a jogadora.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Sobre a morte e o morrer. Sobre a vida e o viver.

Se eu fosse capaz de domar meus sentimento tudo seria mais simples. Se fosse capaz de domar minhas mãos trêmulas. Minha gagueira. Meu medo de gente. Não seria Betina, a louca. Seria Betina, a espetacular.
Queria poder ser gente. Queria ser espontânea. Queria ser tudo que eu quisesse. Queria falar o que penso. Queria amar todo mundo. Queria ver além do simples. Queria que nascessem flores onde piso.
Nada disso acontece. E não me adianta querer. Nunca há de acontecer. Quem sabe nasçam flores onde eu piso, mas o resto é impossível.
Minha vida é impossível. Viver é impossível. Nascer é mais fácil. Morrer, então, nem se fala. Por isso eu vivo. Não quero morrer. Escolher o caminho mais fácil é para os fracassados. Por mais que seja sedutor.
Quero provar para mim que sou capaz de tudo e muito mais. Sou capaz de fazer e acontecer. Posso tramar contra e a favor. Posso infernizar a vida. Se for a vida de um homem melhor ainda. Quem sabe mais tarde um me ame. Quando eu descobrir ele vai implorar para nunca ter nascido.
A vida é tão importante para mim, que tenho tomado muito conta dela. Tenho agido mais que o normal ultimamente. Tenho falado mais. Tenho comido mais chocolate. Tenho olhado mais para os que estão ao meu redor. Vivido mais eu diria. Sorrido mais também. Até mesmo dançado.
Amado? O mesmo tanto de sempre. O amor é como pressão. Quando mais se comprime (e.g. um gás) , mas difícil fica aumentar a pressão.

Betina, a indomável.

Amor musical. Dor musical. Musical.

Toco o piano
e as notas voando
para longe daqui.
Notas soando.

Minha dor está nas notas.
Minha dor é as notas.
Notas que dizem e logo digo também:
- Dó Sol Si!

É obvio o que digo:
- Dor só sinto.
Notas que falam por mim,
melodias sem fim.

Amor infinito.
(Maldito!)
É o que me causa morte
e desmaios longos e ilimitados.
Minha falta de sorte.

Agindo calada.
Pensando quieta.
Tocando calada.
Chorando quieta.

Betina, a pianista.

É fácil acreditar na mentira. O difícil é acreditar na verdade.

Elisabete, Isabela, Isabel, Roberta... Nenhum desses é meu nome. Para mim escolheram um diminutivo. Muito coerente, logo que eu não sou nada. Betina. É assim que me chamam. Quando chamam. Quando lembram que eu existo. Se é que existo. Existo afinal?
Dizem que sim. Eu penso, logo existo. E se eu não pensar. Se eu acreditar que penso e não pensar nada. Se eu acreditar que sei e nada sei. O que eu mais temo é não saber se sou ou não e, pior, não saber quem sou. Para onde vou? Onde minha vida acaba?
Minha vida acaba onde o meu amor começa. Amor por quem? Por onde? Por quê? Nenhuma resposta. Amo apenas. Porque haveria de me explicar? Explicar o que? O amor? Que irônia. Podemos explicar o ódio. Pior: Temos que explicar o ódio, se não somos contestados. Temos até mesmo que explicar a alegria. E por que não temos que explicar o amor?
Se o mundo tivesse um pouco mais de amor não precisaríamos explicar o ódio. Simplesmente esquesseríamos o ódio. A felicidade seria banal, assim como a solidão hoje é. Minha solidão... Sentimento da minha alma. O que transborda do meu peito. Se é que há algo em meu peito.
Nada que eu faça ou diga mudará o mundo. Por isso não digo. As vezes eu até faço, mas dizer jamais. Os tolos dizem. Eu não digo nada. Eu faço tudo calada. Assim ninguém sabe o que eu realmente penso. E quando eu falo a maioria das vezes é mentira.
Eu sinto tudo do avesso. Não falo a verdade sem ficar nervosa. Logo parace mentira. Nem sempre parece. A mentira é fácil de falar. É fácil falar dos sentimentos que não sente. Da fome que não tem. Da dor que não existe. A verdade é tão difícil que ninguém acredita nela. Não na minha pelo menos. Quer dizer, nem sempre.

Betina.